sábado, 10 de maio de 2014

Campo e cidade


Há um grande contraste entre as condições de vida na cidade e no campo (ou praia). Esta realidade é manifestada de forma tão evidente nas crianças que frequentam a escolinha: as da cidade têm uniforme, levam um lanchinho para a escola, quase todas falam português e são participativas na escola; as do campo vêm descalças e sujas de terra, com roupa rasgada e sem comida no estômago, muitas não percebem português e o rendimento escolar é muito baixo (com algumas exceções).

De todas, há uma que me afeta particularmente: a escolinha de Quissimajulo. Eu sei que devia ser mais “impermeável” para fazer um bom trabalho, mas não consigo. A miséria refletida nesta escola é tão grande, que eu venho sempre, sempre, com um nó no estômago, outro na garganta, e uma dor no peito.

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