Não é só a beleza desta montanha, Mulanje tem qualquer coisa que não se vê, não se explica.
É majestosa! A sua beleza vai para além do visível, a sua energia torna-a mágica, chega-me ao coração, envolve-me de uma sensação que se encontra entre a felicidade, o amor e a euforia.
Os malawianos dizem que é uma montanha espiritual... e eu acredito, sinto-o!
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Blantyre
Passámos por
Lillongwe e viemos para Blantyre, no sul do país. No Mushroom Farm conhecemos
um Dinamarquês muito boa onda que nos tem acompanhado nesta jornada pelo
Malawi. Fala um perfeito português do Brasil, país que diz ser a sua primeira
casa, e tem-se dedicado a ensinar o G. com bastante sucesso (muito mais do que
eu e A. juntas).
Conhecemos
Cedric, o responsável pelos DI’s da DAPP Malawi, que nos tem mostrado os
diferentes projetos aqui, na zona de Blantyre. Pudemos visitar o HQ Malawi, uma
das escolas DNS (escolas de formação de professores com uma importante vertente
de viagem) e participar numa ação de distribuição de roupas numa das
comunidades abrangidas pelo programa TCE (Total Control Epidemic).
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Malawi
É o
país perfeito. Bom clima, boa gente, bom peixe, muita água, muita montanha e
muito verde… e é barato!
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Chegámos a um sítio lindo!!!
O
que começa a ser uma constante aqui no Malawi.
Apesar do extremo cansaço que
sinto e da má disposição (intestinos e estômago) não resisto a um mergulho na
minipraia do nosso backpackers em Nkhata Bay. Finalmente tenho disponibilidade
física e mental para escrever sobre as últimas semanas.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Vidas giras!
Viver a, ou para,
viajar é uma das formas mais bonitas de se estar na vida. Antes de subirmos a
montanha encontrámos três israelitas que também vinham para o Mushroom Farm. Um
deles viaja por África há 9 meses, outro é seu amigo de infância e juntou-se a
ele nos últimos meses, o terceiro conheceu-os aqui, no Malawi. Para viajar uns
meses por ano, trabalham outros, uns pelo caminho, outro numa residência fixa
em Barcelona. Vivem de forma simples e despreocupada.Hoje fomos juntos a Livingstonia e visitámos umas cascatas aqui ao lado. Ao anoitecer juntamo-nos à roda da fogueira, cozinhamos, comemos, falamos e cantamos (e eles tocam guitarra e muito bem!)… e é tão bom!
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Livingstonia

Para aqui chegar fizemos uma
viagem que voltou a ganhar o título de “pior viagem de sempre”… e o último
recorde parecia realmente impossível de superar. É difícil de descrever, imagine-se um camião
de caixa aberta, a abarrotar com todo o tipo de coisas (malas, cadeiras,
paletes, utensílios de cozinha…), as quais se compunham numa forma convexa e,
encima disto, íamos nós! Sem qualquer tipo de aderência, aos saltos em cima de objetos
duros que nos castigavam o corpo, a escorregar pelo monte de materiais abaixo,
tivemos que fazer um cordão humano, entrelaçando os braços uns aos outros, para
evitarmos cair. Uma estrada daquelas a que já nos vamos habituando pela
quantidade e dimensão dos buracos, acrescendo o facto desta contornar uma
montanha elevadíssima com encostas muito íngremes. Por duas ou três vezes
pensei, mesmo, que ia cair e morrer. Ao chegarmos ao Mushroom Farm tinha um
misto de sensação de alívio com aquela coisa boa que se sente depois de uma
grande descarga de adrenalina. Todo o mau tem um lado bom!
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Adeus Zambia

Voltámos a ultrapassar o recorde da “pior
viagem de sempre”!! 40 km de uma estrada completamente esburacada, dentro de
uma camioneta tipo “transporte de refugiados”, com duas miúdas a vomitar o
caminho todo (ainda não percebo como é que eu não me juntei a elas).
No meio de
violentos safanões (que me deixaram marcas no corpo durante uma semana!), de
pés e mãos e pernas em cima de mim, e de um cheiro insuportável decido fazer o
resto da viagem de pé, com a cabeça fora do pano que cobre a parte de trás da
camioneta. Então começou a outra fase da viagem. Esqueci-me dos solavancos e
dos cheiros, embebida numa paisagem magnífica de montanhas e vegetação tropical
muuuuito verde.
O meu companheiro nesta “jornada de pé” é um jovem comerciante
Zambiano, que vai com regularidade ao Malawi abastecer-se de mercadoria. Diz
que a diferença de preços é substancial e compensa fazer duas viagens de
abastecimento por mês. Explica-me que de um lado vemos a Tanzânia e do outro o
Malawi e eu não consigo decidir qual é o mais bonito. Conta-me que tem 10
irmãos e que, também ele, quer ter 11 filhos. De momento tem 3 e a esposa não
quer mais e diz, em jeito de brincadeira, que tem que arranjar outra mulher que
lhe dê os restantes filhos. Respondo-lhe que assim a esposa vai deixá-lo e ele
diz-me entre risos que não, impossível, ela não pode deixá-lo. Explico-lhe que,
donde venho, o homem e a mulher têm os mesmos direitos e que a mulher pode,
sim, deixar o homem. Ele responde-me que, ainda que a sua esposa não o possa
deixar, ele gosta dela e que, por saber que a ia magoar, não arranja outra
mulher e fica-se pelos 3 filhos… e eu penso que as culturas podem ser
diferentes, mas o amor sente-se sempre da mesma forma!
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
A saga da mochila
Temos que deixar a Zambia até dia
6 (“pelos vistos” no país!!), pelo que a nossa visita a Samfia não se pode
prolongar mais. Temos pena, queríamos ficar mais tempo, mas um novo visto
ultrapassa o orçamento previsto para este país.
Deixamos os nossos amigos às 6h
da manhã para apanhar o autocarro que, supostamente, partia às 8h. Ao chegar à
paragem somos informados de que afinal a partida é às 16h e decidimos apanhar outro
transporte, numa outra paragem, que fica a 100 km de distância desta.
No autocarro para Naconde (norte
de Zambia) perguntamos ao motorista se nos pode referenciar um alojamento, dado
que vamos chegar de noite, diz-nos que ele próprio nos levará a um lodge. Chegados
a Naconde, escoltados pelo motorista, procuramos alojamento em vão. Tudo
lotado! Indicam-nos um outro, um pouco mais caro, e cuja a distância nos obriga
a recorrer a um táxi. Já no táxi, e após três tentativas, encontramos um
aldeamento com um quarto disponível para nós os quatro.
Cansados de um dia que começou cedo
e insiste em não acabar, apercebemo-nos que uma das mochilas ficou para trás,
provavelmente no táxi. Começa então a saga da mochila! Pedimos ao motorista do
alojamento para nos ajudar a procurar. Seguimos pela cidade, na carrinha do
lodge, à procura de um táxi sobre o qual não temos nem matrícula, nem contacto,
nem a certeza de ter a nossa mochila. Decidimos começar pelo lodge onde
apanhámos o táxi. Falamos com o segurança que o tinha chamado, na esperança de
que tivesse o contacto do taxista… Não! Era um dos táxis que estava à porta do
lodge. Nisto, G. lembra-se de um pormenor que pode ajudar a distinguir o carro:
a cor do capot é preta. Seguimos pela cidade à procura de um carro com capot
preto. Paramos, perguntamos… Nada! Encontramos um rapaz que diz saber onde mora
o taxista e que nos leva lá (se lhe dermos algum dinheiro!). Concordamos e
seguimos para o interior de uma comunidade cuja as estradas seriam impensáveis
de transitar de carro por qualquer europeu. No meio dos solavancos e cabeçadas
do caminho, encontramos o táxi! Com a mochila!!! Ufff!! Finalmente podemos
descansar, descansados…
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Samfia
Deixámos Ndola e seguimos para norte, rumo a Samfia, onde nos aguardavam os nossos queridos amigos do CICD que estão afetos ao projeto Child Aid nesta área. O nosso autocarro, imundo e com cheiros muito semelhantes aos de uma casa de banho pública, viajou de noite. Chegámos a Samfia à meia-noite, depois de 4 horas (intermináveis) de uma viagem tão desagradável, que quase voltou a bater o recorde da “pior viagem de sempre”. De momento este continua para o trajeto até Children Town, em Chimbombo.
À meia-noite lá estavam eles, no meio da rua, de pijamas e sorrisos e braços abertos, para nos receberem!
O tempo que passámos juntos não foi muito (apenas 3 dias), mas foi bom. Fiquei mesmo muito contente de os ver! Estão muito bem, num sítio bonito, a fazer um bom trabalho e a viver numa casinha que é um verdadeiro lar.

O Child Aid é um trabalho junto das comunidades locais que consiste na implementação de ações nas áreas da saúde, higiene, educação, alimentação, economia doméstica, agricultura, e outras onde seja detetada a necessidade de intervenção e de sensibilização da população para novas formas de sustentabilidade.

Apesar do pouco tempo, tivemos oportunidade de os acompanhar a uma das comunidades onde têm vindo a trabalhar. Visitámos uma das escolas alvo da ação de recuperação de parques infantis e seguimos o levantamento de necessidades junto da população, na área da produção agrícola doméstica.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
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