quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A saga da mochila



Temos que deixar a Zambia até dia 6 (“pelos vistos” no país!!), pelo que a nossa visita a Samfia não se pode prolongar mais. Temos pena, queríamos ficar mais tempo, mas um novo visto ultrapassa o orçamento previsto para este país.

Deixamos os nossos amigos às 6h da manhã para apanhar o autocarro que, supostamente, partia às 8h. Ao chegar à paragem somos informados de que afinal a partida é às 16h e decidimos apanhar outro transporte, numa outra paragem, que fica a 100 km de distância desta.
No autocarro para Naconde (norte de Zambia) perguntamos ao motorista se nos pode referenciar um alojamento, dado que vamos chegar de noite, diz-nos que ele próprio nos levará a um lodge. Chegados a Naconde, escoltados pelo motorista, procuramos alojamento em vão. Tudo lotado! Indicam-nos um outro, um pouco mais caro, e cuja a distância nos obriga a recorrer a um táxi. Já no táxi, e após três tentativas, encontramos um aldeamento com um quarto disponível para nós os quatro.

Cansados de um dia que começou cedo e insiste em não acabar, apercebemo-nos que uma das mochilas ficou para trás, provavelmente no táxi. Começa então a saga da mochila! Pedimos ao motorista do alojamento para nos ajudar a procurar. Seguimos pela cidade, na carrinha do lodge, à procura de um táxi sobre o qual não temos nem matrícula, nem contacto, nem a certeza de ter a nossa mochila. Decidimos começar pelo lodge onde apanhámos o táxi. Falamos com o segurança que o tinha chamado, na esperança de que tivesse o contacto do taxista… Não! Era um dos táxis que estava à porta do lodge. Nisto, G. lembra-se de um pormenor que pode ajudar a distinguir o carro: a cor do capot é preta. Seguimos pela cidade à procura de um carro com capot preto. Paramos, perguntamos… Nada! Encontramos um rapaz que diz saber onde mora o taxista e que nos leva lá (se lhe dermos algum dinheiro!). Concordamos e seguimos para o interior de uma comunidade cuja as estradas seriam impensáveis de transitar de carro por qualquer europeu. No meio dos solavancos e cabeçadas do caminho, encontramos o táxi! Com a mochila!!! Ufff!! Finalmente podemos descansar, descansados…

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