quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
domingo, 26 de janeiro de 2014
Culturas...
Há um grupo de quatro jovens da
comunidade ao lado das instalações do HQ com quem os nossos colegas e amigos do
CICD que trabalham aqui se relacionam muito e nós, por inerência, também. São
dois rapazes e duas raparigas inteligentes, bem dispostos e interessados com
quem temos passado alguns finais de tarde, depois de terminada a escola. Hoje, domingo, quiseram acompanhar-nos ao centro da cidade, onde fomos tratar de
arranjar as máquinas que resolveram avariar nesta última semana (no meu caso, a
câmara fotográfica). Depois de passarmos umas boas horas entre câmaras e computadores,
a comprar comida e a passear pela cidade, decidimos voltar a casa. Nesse exato
momento cai uma boa carga de água e abrigamo-nos debaixo de um alpendre. Entre
cantigas, danças e tranças, surgem conversas, e uma delas foi acerca do
casamento. As nossas realidades culturais são tão distintas, tão distantes.
Depois de nos explicarem da aceitação natural da poligamia na Zambia, ficam
chocadíssimos quando lhes falamos do matrimónio entre duas pessoas do mesmo
sexo.
Miúdo de rua
Hoje passámos por um miúdo de rua,
como tantos outros pelos quais passamos todos os dias… Pediu-nos dinheiro e eu,
como tenho a convicção de que dar dinheiro não contribui em nada para melhorar
a sua situação familiar, não dou. Depois de falarmos um pouco com ele
percebemos que está completamente sozinho, que a mãe vive em Lusaka (a mais de
300 Km de distância) e ele veio para Ndola e dorme na rua. Tem cerca de 12 anos
esta criança e eu já não tenho convicções nenhumas.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Kantolomba


- Na Zâmbia existem as escolas
comunitárias e as públicas. As comunitárias selecionam as crianças das famílias
mais pobres do bairro com base nos rendimentos do agregado familiar. Para
frequentar a escola pública os pais da criança têm que pagar uma taxa, para
além dos gastos com o uniforme escolar.
- Então os pais das crianças que
espreitavam à porta da escola comunitária têm dinheiro para as pôr na escola -
pergunto sem perceber porque é que estas pareciam ainda mais pobres.
- Supostamente sim, mas muitos
preferem gastar em bebida, em vez de tratarem delas com comida, roupa e escola.
- Então não vão à escola?
- A maioria das que vimos, não!
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Chuvas
Aqui o conceito de chuva “molha-parvos”
não existe, esta molha tudo e todos em apenas 1 segundo. Literalmente!!!
Esta manhã fomos visitar a prisão
de Ndola, onde será implementado um grupo de suporte para prevenção de TB
(Tuberculose). Esta tarde, era suposto visitarmos uma comunidade mas a chuva
impediu-nos…
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Ndola
Ontem visitámos a comunidade daqui, ao lado do HQ. É um mundo à
parte que, apesar de pertencer à cidade, parece estar a muitos km de distância.
São casas no meio do mato, feitas de madeira e barro, ao longo de caminhos de
terra batida. São crianças descalças e mães (muitas mães) adolescentes que nos
vêm pedir comida ou dinheiro para os filhos que levam pendurados nas costas e agarrados
às chitangas. Decidimos participar nas ações da HOPE, o projeto da DAPP que trabalha junto destas comunidades na
prevenção do HIV e noutros tópicos a nível sanitário. Amanhã começamos!
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Deixo este sítio...
... com o coração
cheio, mas ao mesmo tempo com um vazio… O vazio de não ficar mais tempo, de não
ter oportunidade de conhecer melhor estas crianças fantásticas que aqui vivem,
o vazio de não as poder trazer comigo ou de não poder ficar o resto da minha
vida aqui, com elas… Elas, que não conhecem o amor dos seus pais, e têm um amor tão
puro para dar. Adoro-as!
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
'*.*
“Paliakatuse, pali kalulu na sofu so noba efo
ba kalulu bacimbwi
baile mumpanga”
“Era uma vez um coelho e um elefante que viram uma hiena no
mato”
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Children Town
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Não sei se...
... de um vírus, do cansaço, do humor ou do amor, a verdade é que me sinto prostrada… Passei o dia na cama sem energia sequer para comer.
Subscrever:
Comentários (Atom)



