terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Children Town


O espaço da Children Town é enorme, e os edifícios estão bastante distanciados. Os dormitórios das raparigas, onde estamos instalados, ficam a cerca de 700 metros do edifício da escola. Pelo caminho passamos pela pré-escola, pela escola profissional, pela horta, pelas instalações onde estão alojados alguns professores e outros funcionários e pelo centro comunitário.
Tal como no Frontline, a falta de electricidade significa também falta de água (bomba eléctrica). Desde que chegámos que não temos luz e a água temos que a recolher de uma nora que está sensivelmente perto do nosso quarto, a cerca de 200 metros. Na noite em que chegámos, A. e eu fomos de alguidar na mão rumo à nora, buscar água para o nosso “duche” de balde. O caminho de ida foi uma aventura, a de evitar possas de lama no meio de uma escuridão total, o de volta foi uma risada, com os alguidares na cabeça, porque assim não se perde água (supostamente para nós, efectivamente para os africanos). A A., na frente, com um desempenho magnífico, não tivesse ela sangue africano nas veias, eu atrás com um ataque de riso, com a água a cair-me na cara e a entrar-me pelo nariz, sem conseguir evitar uma única possa de água. Foi a forma mais divertida de terminar um dia tão cansativo.

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