Há um grupo de quatro jovens da
comunidade ao lado das instalações do HQ com quem os nossos colegas e amigos do
CICD que trabalham aqui se relacionam muito e nós, por inerência, também. São
dois rapazes e duas raparigas inteligentes, bem dispostos e interessados com
quem temos passado alguns finais de tarde, depois de terminada a escola. Hoje, domingo, quiseram acompanhar-nos ao centro da cidade, onde fomos tratar de
arranjar as máquinas que resolveram avariar nesta última semana (no meu caso, a
câmara fotográfica). Depois de passarmos umas boas horas entre câmaras e computadores,
a comprar comida e a passear pela cidade, decidimos voltar a casa. Nesse exato
momento cai uma boa carga de água e abrigamo-nos debaixo de um alpendre. Entre
cantigas, danças e tranças, surgem conversas, e uma delas foi acerca do
casamento. As nossas realidades culturais são tão distintas, tão distantes.
Depois de nos explicarem da aceitação natural da poligamia na Zambia, ficam
chocadíssimos quando lhes falamos do matrimónio entre duas pessoas do mesmo
sexo.

Sem comentários:
Enviar um comentário