quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

De volta ao Frontline Institute…



Os últimos dias foram cheios. Senti muita coisa em pouco tempo, tristeza, alegria, raiva, paz. Isto de estarmos 24 horas sobre 24 horas, as mesmas quatro pessoas a partilhar casa, comida e bebida, transportes, tarefas e opiniões, não é fácil!
Há coisas que nos dizem e que nos magoam, mesmo pela verdade daquilo que nos é dito, outras que nos irritam porque nem sempre o nosso estado de humor é o melhor e porque passamos por momentos de tensão e stress. E tudo isto, tanto recebemos como provocamos ou vemos acontecer entre os outros. O que realmente me é difícil neste processo é parar, observar e tentar perceber onde é que eu posso melhorar naquilo que dou e na forma como recebo o que me dão… e tenho aqui muito trabalho, porque posso ter muitas coisas, mas feitio fácil não é uma delas!
Deixámos emocionados a nossa família de Tutume e partimos para norte, com destino ao Parque Nacional Chobe. O nome deste parque do Botswana é dado pelo rio que alimenta a beleza da paisagem e a riqueza da fauna e flora do local. Nestes dias realizei dois sonhos que tinha desde nova: o de fazer um safari em África e o de ver as Cascatas Victoria.
O primeiro devo admitir que foi um bocadinho uma decepção, não só por ter sido muito pouco tempo (o programa era de 2h30) mas também por chover e fazer frio, o que levou alguns dos animais a refugiarem-se. Mas apesar de não ter visto leões e zebras, vi imensos elefantes e hipopótamos a banharem-se no rio, vi crocodilos e búfalos, impalas e outros antílopes e uma enorme variedade de pássaros com cores e cantos lindíssimos.
Já as Victoria Falls dificilmente decepcionam alguém. São maravilhosas na sua dimensão, na sua beleza e pelo som e chuva que provocam… Adorei!!! Também gostei da cidade e das pessoas (muito!). Decidimos entre os quatro que merecíamos um dia de lazer. Deixámos de ser voluntários e passámos a turistas. Após as cascatas fomos, pela primeira vez desde que chegámos a África, almoçar a um restaurante e depois demos um passeio pelo mercado. Foi assim que “matámos o tempo” até à hora do autocarro que viaja de noite para Harare. Viajar de noite poupa-nos dinheiro tanto em dormida como em transporte (a viagem nocturna é mais barata), mas não nos permite descansar em condições.
Ao chegar a Harare ligamos a Anton, o “nosso” taxista, para nos levar ao Frontline. Simpático como sempre faz vários desvios e paragens pelo caminho a fim de passarmos pela embaixada do Malawi e de comprarmos tabaco paro o G. No Frontline somos recebidos com abraços e saudações por todos. Gosto muito das pessoas daqui.

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