Depois de uma viagem longa, que
não nos deixou dormir em condições, chegámos ao Zimbabwe.

No aeroporto grande fila para os vistos…
À entrada (ou saída) a já esperada foto de Mugabe e muitas complicações com os
quatro sacos de donativos que trouxemos. Falámos, explicámos, mostrámos todos
os documentos e cartas da organização. Pedimos ao Enoch (o simpático
funcionário da Humana que nos esperava) para entrar nos escritórios da Alfândega.
Juntos contámos e pesámos os quase 200 itens que trazíamos (entre uniformes
escolares, mochilas e livros) para que os funcionários pudessem aplicar a “tax
fee”, que será paga quando voltarmos com uma carta da Humana People to People
digitada nos termos exigidos pela alfândega. O Enoch tratará de tudo e, no
entretanto, ficam os donativos no aeroporto.

Somos levados ao “Small Office”
da Humana em Harare, onde somos muito bem recebidos com bebida fresca e
biscoitos. Trocamos de carro e fazemos um “tour” pela cidade. Apesar do cansaço
não posso deixar de me sentir entusiasmada com o movimento de pessoas e carros.
Aos sentidos chegam-me cores, sorrisos e calor.
Já à saída da cidade, a caminho
do Frontline Institute, vemos zebras e impalas. Lembro-me que antes de aterrar
vi o que me pareceram dois hipopótamos num rio. Enoch diz-me ser bastante
possível, uma vez que os aviões sobrevoam uma reserva natural antes de aterrar.
Tardamos quase uma hora a chegar
às instalações do Frontline. No caminho, mato e muita gente. Em cada esquina de
cada cruzamento há barracas onde se vendem frutas e vegetais, ao longo da
estrada encontramos sempre alguém a caminhar, principalmente mulheres com
sacos, baldes ou lenha na cabeça e crianças muito pequenas que andam por caminhos
que parece que levam a lado nenhum.

O Frontline Institute é uma
escola que forma trabalhadores da Humana People to People, para que possam
progredir nas suas carreiras e desempenhar funções de maior responsabilidade no
futuro. Na escola estão pessoas de diversos países africanos e de outras partes
do mundo, como Brasil, Equador, Laos e China. Trabalham muito. Não têm um único
dia livre por semana, descansam ao domingo à tarde, e começam a trabalhar às 6h
da manhã de cada dia para terminar às 21h30… e assim mesmo são de uma simpatia
e disponibilidade incríveis, sempre com um sorriso aberto e um “my friend” na
ponta da língua.
Sem comentários:
Enviar um comentário