Todos os dias o G e
eu cruzamos o bairro de Muzuane a pé, o que nos leva entre trinta a quarenta
minutos. Já todos nos conhecem e é um festival de crianças a correr para nós e
a gritar “tatá” (até logo).
Há um miúdo muito
pequenino que encontramos sempre no início do nosso percurso de ida e que é uma
delícia! Quando nos vê ao longe começa aos saltos a gritar “acunha” com um
entusiasmo incrível, como se fossemos o acontecimento mais importante do dia… e
se calhar somos!
A alegria destas
crianças, pelo simples facto de dois brancos passarem, sorrirem, darem a mão,
uma festinha ou uma palavra, é impressionante! Suponho que seja porque os
brancos estão sempre dentro de carros ou dentro da televisão…

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